Partilho uma nova lista com sugestões de leitura. Desta feita, seleccionei um conjunto de títulos que têm entre 100 a 150 páginas. Li-os a todos na íntegra e confirmo a qualidade de cada um, embora esteja consciente da subjectividade da minha avaliação.
Ao elaborar estas listas, continuo a pensar nas pessoas que não têm hábitos de leitura ou que consideram que lêem pouco e gostariam de melhorar esse aspecto das suas vidas. Naturalmente, quem já lê encontrará aqui, espero, motivos para persistir nesse bom hábito.
Ficção











- A Dádiva (144 pág.)
- Budapeste (142 pág.)
- Custo de Vida (150 pág.)
- Educação Sentimental dos Pássaros (128 pág.)
- Nove Amanhãs (128 pág.)
- O Fim de Lizzie (144 pág.)
- O Pedaço que falta (112 pág.)
- Óscar e a Senhora Cor-de-Rosa (104 pág.)
- Paz Traz Paz (128 pág.)
- Ratos e Homens (104 pág)
- Vamos comprar um poeta (101 pág.)
Não Ficção







- Apologia do Ócio (128 Pág.)
- Cartas a um Jovem Poeta (104 pág.)
- Elogio da Lentidão (132 pág.)
- Neuromitos (144 pág.)
- Onde (144 pág.)
- Teoria da viagem (112 pág.)
- Vita Nova (120 pág.)
Mais dicas
Aproveito esta ocasião para vos dar conta de algumas das minhas estratégias para garantir que leio todos os dias. Talvez queiram experimentar alguma:
— Durante a maior parte do ano leio sobretudo à noite, ao deitar. Não tenho (nunca tive!) televisão no quarto e resisto com todas as minhas forças ao apelo do telemóvel que fica pousado na mesa de cabeceira. O computador ou outros ecrãs também não me seguem para o quarto.
— Por vezes, ponho o despertador para acordar um pouco mais cedo do que o habitual expressamente para ler. Bastam quinze minutos ou meia hora e o dia começa logo melhor.
— Nunca saio de casa sem um livro (a não ser que vá para o ginásio ou fazer qualquer outra actividade física) e aproveito intervalos, pausas, esperas e viagens para ler. Posso ler enquanto espero qualquer transporte público e no decorrer dessa deslocação. Posso ler na sala de espera de um consultório ou antes de uma reunião. Posso ler numa qualquer fila enquanto aguardo a minha vez de ser atendida ou sentada numa sala de espectáculo ou cinema enquanto a sessão não começa. Posso ler enquanto espero por aquele amigo que avisou que vai chegar atrasado ao encontro marcado no café. Longas viagens de autocarro, comboio ou avião são sempre oásis de leitura, mesmo que haja um ecrã espetado nas costas do assento da frente.
— No Verão, no que me diz respeito, praia sem livro não é praia, assim como férias sem livros não são férias. Esta é, talvez, a altura do ano em que mais leio. Em 2022 foram dezasseis ou dezassete livros lidos entre Julho e Setembro.
— Dinamizo e participo num clube de leitura online onde tenho o privilégio de ouvir mensalmente leitoras e leitores a sugerir com paixão livros e autores. Se há actividade que desperta a fome de ler é esta e nada vos impede de reunir um grupo de amigos ou colegas e fazer o mesmo.
— Acontece-me reservar dias inteiros para ler, nomeadamente ao fim de semana. Nos últimos anos decidi fazer da leitura o meu ritual de ano novo e procuro ler durante grande parte do dia ou mesmo o dia todo a cada 1 de Janeiro. Quero acreditar que marco, assim, o ritmo das leituras para o resto do ano.
Algum dos livros que sugiro vos despertou a curiosidade?
Têm algum ritual de leitura que julguem ser útil e queiram partilhar?
Gostaria de vos ler nas caixas dos comentários.
Até breve e boas leituras!