A resposta a muitos pedidos

CURSO ESGOTADO (actualização 10.09.2026) | Agradeço, a todas as pessoas que se inscreveram, pela confiança no meu trabalho. Ficamos com uma lista de espera. Novas datas serão anunciadas. Mantenham-se atenta/os ao blogue d’ A Biblioterapeuta e às redes sociais.

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Em 2026, celebro 10 anos de dedicação exclusiva à biblioterapia.

Uma década a criar pontes entre a literatura, a leitura, as histórias, as pessoas e o cuidado, para promover a saúde e o bem-estar. Uma década durante a qual — para além de todas as atividades desenvolvidas (nas bibliotecas, nas escolas, nas empresas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nos retiros de leitura, nos festivais de literatura e nas mais variadas conferências e congressos), dos conteúdos produzidos (bulas literárias, artigos e livros), e do acompanhamento de clientes individuais — nunca deixei de estudar e de aprender, porque só assim posso garantir a idoneidade, a qualidade e a seriedade do meu trabalho (razão pela qual frequento já o segundo ano do Programa Doutoral em Estudos Literários da Universidade de Aveiro; o detalhe do meu currículo actualizado pode ser consultado aqui).

Aprecebi-me, por estes dias, que não dinamizo desde 2022 um curso de introdução à biblioterapia. Na voragem de todas as outras solicitações, compromissos e responsabilidades, fui respondendo a pedidos de informação sobre as minhas formações explicando, uma e outra vez, que estava sem disponibilidade. Mas neste ano de anivresário redondo, impõe-se retomar o curso, agora revisto, actualizado e aumentado — não só em função dos conhecimentos que adquiri, mas acima de tudo em função da experiência prática que acumulei no terreno.

Devido ao meu doutoramento e aos compromissos profissionais, esta será a única formação que darei em 2026. E, francamente, com a exigência da investigação académica, não sei quando voltarei a ter disponibilidade para abrir um curso neste formato. A seguir, detalho o calendário, os horários e o conteúdo do curso, desenhado a pensar em quem trabalha (em horário pós-laboral) e estruturado para proporcionar as bases teóricas e práticas da biblioterapia.  

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Datas: 2, 4, 6, 9, 11, 13 e 17

Horário: 20h30 – 22h30

Formato Online via Zoom, com sessões totalmente síncronas

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Introdução aos conceitos base e enquadramento histórico.

Conteúdos:

1) O que é a biblioterapia

2) Tipos de biblioterapia

3) Evolução histórica da biblioterapia

Funcionamento, bases neurocientíficas e impacto da biblioterapia

Conteúdos:

4) Componentes do método biblioterapêutico e seu funcionamento

5) Biblioterapia e Neurociência

6) Eficácia e benefícios da biblioterapia

Curadoria e seleção de histórias

Conteúdos:

7) A escolha dos materiais biblioterapêuticos

Bastidores e realidade do terreno

Conteúdos:

8) A minha prática biblioterapêutica

A biblioterapia na prática: dinâmica de grupo

Conteúdos:

9) Círculo de biblioterapia (a biblioterapia na prática)

Encerramento

Conteúdos:

10) Apresentação e discussão dos trabalhos pedidos aos formandos

“Café com a Biblioterapeuta”: duas horas extra dedicadas exclusivamente ao esclarecimento de dúvidas, reflexões práticas e conversa livre, sem a pressão de uma agenda curricular.

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💶 PREÇOS E INSCRIÇÕES

Valor Regular: 210€

Inscrições antecipadas até 30 de Setembro de 2026: 190€

As vagas são limitadas a 12 lugares, para garantir a proximidade e a qualidade da partilha no grupo. 🔗 Garanta o seu lugar aqui: abiblioterapeuta@gmail.com

Obrigada e até breve!

Sandra

Recomendo biblioterapia

O Estudo Sobre Consumo de Álcool, Tabaco, Drogas e Outros Comportamentos Aditivos e Dependências (ECATD-CAD) de 2024 inquiriu 11 mil alunos do ensino público português com idades entre os 13 e os 18 anos, para analisar a forma como os comportamentos aditivos e a saúde psicológica juvenil se relacionam.

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Um diálogo com histórias orientais

No próximo dia 9 de Maio, entre as 10h e as 13h, no Museu do Oriente em Lisboa, dinamizarei um Círculo de Biblioterapia a partir de histórias chinesas e japonesas. Pela natureza dos Círculos de Biblioterapia, as vagas são limitadas. As inscrições estão abertas aqui: https://bit.ly/417u1ms.

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Assumidamente extemporânea

O ano foi marcado por mais umas voltas ao país para a promoção da biblioterapia e a dinamização de muitas dezenas de actividades biblioterapêuticas com públicos de todas as idades; pela presença nos media, que não esmoreceu e conseguiu, até, ser superior à de 2024 no seguimento do lançamento do meu livro Ler para viver – Como a biblioterapia pode melhorar as nossas vidas; pela renovação das sessões de Biblioterapia Criativa no Hospital Magalhães Lemos para o período 2025/2026, que era um dos meus grandes objectivos profissionais; pela ida ao 2.º Congresso Europeu de Biblio/Poesia Terapia, desta vez na Universidade de Jyväskylä, na Finlândia; e pelo ingresso, em Setembro, no Programa Doutoral em Estudos Literários da Universidade de Aveiro, cujas exigências no 1.º semestre explicam o meu atraso na publicação deste habitual balanço.

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BIBLIOTERAPIA | O requinte do inacabado*

“A biblioterapia procura essencialmente (…) permitir ao Homem escapar a um encarceramento do destino (…) procura sistematicamente sair de qualquer enclausuramento fatal (…).”

Marc-Alain Ouaknin em “Bibliothérapie: lire c’est guérire”

Admito nunca ter pensado na biblioterapia exactamente nestes termos mas, perante o desafio proposto para esta edição da Palavrar, ouso afirmar, poeticamente, que a prática biblioterapêutica se alicerça com requinte sobre dois pilares inacabados — as histórias e o ser humano.

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O que aconteceu em Março e Abril

Este ano, a Semana da Leitura, uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura, dividiu-se entre o último dia de Março e os primeiros dias de Abril. Na prática, acabou por contaminar, na melhor acepção do termo, estes dois meses, tendo muitos municípios, bibliotecas municipais e escolares e outras entidades aproveitado tanto Março, como Abril para celebrar localmente os livros e os leitores, também à boleia do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (assinalado a 23 de Abril). E eu fui convidada a participar em muitas dessas celebrações, o que me fez muito feliz.

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O que aconteceu em Fevereiro

O mês mais curto do ano é para mim, de há vinte e cinco anos a esta parte, o mês das magnólias em flor. Creio que nunca tinha dado verdadeira atenção a estas árvores lindas, antes de vir viver para a área do Porto. Tenho, até, identificadas as minhas magnólias favoritas na cidade: a que fica na Praça da Liberdade e tem flores brancas; e uma, em particular, das três magnólias que ficam na lateral da igreja da Trindade, que tem flores cor-de-rosa. Ano após ano, é mais forte do que eu — fotografo-as sempre.

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BIBLIOTERAPIA | Diz-me o que ouves*

Defendo que não existe biblioterapia sem diálogo — entre o leitor e a história que lê, ouve narrada ou vê dramatizada; do leitor consigo mesmo, num exercício de introspecção suscitado pela história; e entre o biblioterapeuta e todos os participantes no processo biblioterapêutico, para reflectir em conjunto sobre a história com a qual interagiram.

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O que aconteceu em Janeiro

Não gosto do Inverno e sei que o mês de Janeiro apanha por tabela. Suporto Dezembro por causa do Natal e da passagem de ano, embora a minha tolerância aos exageros do espírito festivo — demasiadas solicitações, demasiadas compras (muitas desnecessárias), demasiado ruído real e metafórico, uma certa obrigação de estar-se alegre — tenha vindo a diminuir. Mas adoro a noite da consoada e o dia de Natal com a família. Por isso, vivo o último mês do ano com o foco nesses momentos. A passagem de ano é sempre uma ocasião para balanços, introspecções e algumas promessas realistas feitas a mim mesma, um ritual esperançoso a que me tenho afeiçoado. Depois, chega Janeiro, árido, sombrio, frio e chato, associado, na minha psique, ao esforço do recomeço — vamos lá, empurrar esta pedra, de novo, um mês de cada vez, até ao topo da montanha!

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