Outro ano fora do comum

Corro o risco de me repetir mas, paciência, aqui vai: para mim ler é prioritário, primeiro porque me dá um prazer enorme e depois porque me constrói e fortalece enquanto ser humano e profissional de Biblioterapia. A partir daqui poderia listar pelo menos outras cem razões para ler muito, mas não vou massacrar-vos.

Sublinho sempre que não encaro a leitura como uma corrida com recordes a superar a cada ano. Este foi um alerta que fiz muitas vezes em 2022 nas escolas onde fui dinamizar actividades biblioterapêuticas ou falar de Biblioterapia e dos seus benefícios. Não é a quantidade de livros lidos que importa! O que importa é o prazer de ler, assim como as aprendizagens intelectuais e emocionais que cada livro proporciona. Se a leitura não estiver a ser prazerosa e/ou proveitosa, põe-se o livro de parte e parte-se para outro, porque a nossa esperança média de vida não se coaduna com a quantidade avassaladora de livros que estão à espera da nossa atenção, especialmente aqueles que parecem ter sido escritos de propósito para cada um de nós.

Em 2022 li sessenta e seis livros, leituras que acumulei com a frequência da Pós-Graduação em Biblioterapia e Mediação da Leitura Literária (na qual investi de Agosto de 2022 a Setembro de 2023), o trabalho (neste campo tive outro bom ano) e muitas outras ocupações de carácter pessoal. Grosso modo, posso organizar as leituras da seguinte forma: 3 títulos de poesia, 15 infantojuvenis (embora me custe limitá-los a esta designação, porque quase todos são livros adequados a qualquer faixa etária, facto que tive a oportunidade de testar), 16 ensaios ou registos de não ficção (onde poderia incluir os livros de poesia) e 32 título de ficção (categoria onde podem caber as 3 novelas gráficas).

Ando há dias a pensar na composição de um top cinco para as principais categorias e a penitenciar-me por insistir neste exercício ano após ano. Não é fácil e é virtualmente injusto, bem sei. Ainda assim, depois de muita ponderação, estas foram as minhas escolhas:

FICÇÃO

Comecei a ler a obra de Annie Ernaux em Agosto, uns meses antes da atribuição do Prémio Nobel de Literatura, distinção que julguei justíssima. 2022 revelou-se rapidamente o ano desta autora no tocante às minhas leituras porque para além de “O Acontecimento”, também li “Os Anos” e “Uma Paixão Simples”. Gostei de todos, mas foi “O Acontecimento” que mais me emocionou: pela descrição sem floreados do que é fazer um aborto clandestino; pela revolta que senti face à ingerência do Estado e dos homens na liberdade de cada mulher gerir o seu corpo, as suas escolhas, enfim, a sua vida; pela sociedade classista e hipócrita tão bem retratada; pelo desamparo da protagonista; pela sororidade ainda assim patente; pela coragem para retratar o assunto sem subterfúgios, sem metáforas aliviadoras, sem simular angústias morais que pudessem atenuar o choque de leitora/es mais susceptíveis; pelo feminismo visceral. Annie Ernaux, contrariamente ao que já ouvi dizer, não ganhou o Prémio Nobel da Literatura por causa deste livro, mas sim pelo conjunto da sua obra que é urgente divulgar e ler o mais possível. As mulheres e os homens de todo o mundo precisam de mais mulheres como ela.

Nada”, da autora dinamarquesa Janne Teller, é ainda mais duro que o anterior. Desfere murros a cada página e perturbou-me muito. Li-o no início do ano e continua a fazer eco, por isso entra na curta lista dos melhores. Não é uma obra-prima literária, mas a história é excelente, bem construída, provocadora sem abdicar da inteligência e da pertinência dessa provocação. Diria que se trata de um romance filosófico protagonizado por miúdos de uma turma do sétimo ano, que levantam uma questão fundamental sobre o significado das coisas e procuram encontrar uma resposta. Uma leitura que recomendo a quem estiver emocionalmente, moralmente e eticamente consolidado. Pode ajudar a reflectir sobre a perda de controlo, a obstinação e a violência que pode constituir a pressão exercida pelos grupos.

Este foi, ainda, o ano da minha estreia com a escrita de João Tordo, que tem um par de fãs na minha família mais chegada. E que estreia! Outra história inquietante que li no primeiro semestre e ainda me desassossega. “Naufrágio” aborda o tema do assédio sexual  e da saúde mental, descreve um processo de introspecção, arrependimento, expiação e redenção. Entramos numa espiral descendente e angustiante, para depois virmos à tona inspirar e sentirmo-nos de alguma forma aliviados. Mas não totalmente… O final é de mestre.

Outro título português que me marcou muitíssimo foi “Apneia”, de Tânia Ganho, que escolheu o título perfeito para o seu romance já que abrirmo-nos a esta história é aceitarmos mergulhar e suster a respiração, é aceitarmos que volta e meia teremos de fechar o livro para nos afastarmos do tormento. O divórcio, a violência doméstica, a alienação parental, a psicopatia e os abusos de natureza variada — mas também o amor incondicional, o poder da intuição, o sentido de justiça, a capacidade de persistência e de superação e o amadurecimento emocional — são os temas predominantes desta história muito bem tecida e escrita que faz um retrato da justiça portuguesa que me encheu de vergonha e revolta.

Por último, na ficção, umas palavras sobre outro livro difícil, mas tão necessário e de que tanto gostei — “Terra Americana”. Ao narrar a história, a escritora estado-unidense Janine Cummins elabora sobre o que deveria ser óbvio: não, os migrantes não abandonam os seus países de ânimo leve e por puro capricho; não, não se chega à Europa ou aos Estados Unidos da América com uma perna às costas; não, os migrantes não tencionam viver de mãos estendidas e “à custa dos meus impostos”, incapazes de se reinventar, superar e contribuir para a sociedade que os acolhe. Ler “Terra Americana” é um exercício de humildade, empatia, compaixão e humanização.

Agora que sistematizo as reflexões acerca destes títulos, tomo consciência do material “pesado” que todos encerram. Provocaram aqueles abanões salutares, os mesmos que sofri ao ler a maior parte do ensaios ou títulos de não ficção que se seguem.

ENSAIOS OU NÃO FICÇÃO

Volta e meia surge na nossa vida de leitora/es um livro que assinala um antes da sua leitura e um depois. “Memórias da Plantação”, de Grada Kilomba, é um texto fundamental que me abriu os olhos de uma forma que eu não sabia precisar. Foi um dos poucos livros que me fez chorar em 2022. Fez-me sentir muita vergonha — da minha ignorância, da minha presunção. Levou-me a reajustar de imediato o meu vocabulário, a minha linguagem e alargou os meus horizontes antes tolhidos por inúmeros pontos cegos. Enriqueceu o meu vocabulário com conceitos novos: pós-colonialismo, descolonização do pensamento, psicanálise do colonialismo, entre outros. Agora vejo o mundo de outra forma, consciente de um processo de cura colectivo que urge encetar. Este é um livro que recomendarei sempre!

Dano e Virtude“, da discreta Ivone Mendes da Silva, foi a leitura que mais me inquietou, diria mesmo que em certos momentos até me assustou… Identifiquei-me tanto com as suas observações e reflexões sobre os aspectos mais comezinhos ou mais poéticos do quotidiano, que dei por mim a especular que talvez a autora me conhecesse ou andasse a inspirar-se nos meus desabafos públicos. Que pretensão, bem sei… Mas enfim, decidi a ser sincera acerca disto, portanto não vou refrear-me nas minhas apreciações. Coloquei “Dano e Virtude” na minha lista de livros de não ficção preferidos, mas a verdade é que não posso assegurar que a narradora do livro, escrito em tom diarístico, seja Ivone Mendes da Silva. Não descarto a possibilidade de ser uma personagem. Ainda assim, para mim a mulher do livro é Ivone Mendes da Silva e Ivone Mendes da Silva parece ser um decalque da minha personalidade — leitora, independente, amante da solidão, do silêncio, da natureza, das caminhadas e de magnólias, apreciadora das rosas de Ispaão, vulnerável ao feio, mas capaz de identificar ilhas de beleza nos lugares e momentos mais insuspeitos. Não imaginam o tamanho do meu alívio quando li o seguinte parágrafo: “Hoje de manhã vi duas mulheres que escarafunchavam no nariz e um homem que levantava a camisa para limpar os óculos deixando assim visível uma grande barriga bojuda e peluda. Percebi que o dia me começava feio e que mais valia voltar para casa. Depois de dois dias inteiros de reclusão o mundo arranha-me ainda que não diga coisa alguma. Sempre hei-de viver esta dualidade: querer rostos e pretextos e tanto precisar de distância.” Isto sou eu sem pôr nem tirar, alguém que é extrovertida e introvertida na mesma medida e que sabe que são poucas as pessoas que a entendem quando desabafa sobre os dias em que sai à rua e tudo lhe parece boçal. Com “Dano e Virtude” senti-me compreendida e amparada nas minhas esquisitices.

A Sociedade do Cansaço“, do filósofo germano-coreano Byung-Chul Han, estava na minha lista de leituras a fazer desde a sua publicação. Estávamos em 2014, precisamente o ano em que fiz uma pausa de seis meses no trabalho para, entre outras coisas, afastar-me da rotina embrutecedora, olhar para a minha vida em perspectiva e ponderar o plano B (ou C ou D). Intuía que este livro me ajudaria a enquadrar o que sentia e pensava, oferecendo-me conceitos novos, argumentos e coerência. Só o li agora, sete anos depois das mudanças algo radicais que abracei. Contudo a sua mensagem não perdeu a pertinência e confirmou-se importante. Conceitos como “autoexploração” e “liberdade paradoxal” são particularmente impactantes para uma profissional como eu, que trabalha por conta própria.

Recebi “Lugares Distantes“, do anglo-americano Andrew Solomon, no dia do meu quinquagésimo aniversário. Foi o penúltimo livro lido em 2022 e revelou-se rapidamente um dos melhores. Diga-se, de passagem, que a colecção Terra Incógnita, da Quetzal, é um mimo e que tudo o que tenho lido desta editora na área da literatura de viagens é muito bom. Em “Lugares Distantes” Andrew Solomon reúne textos publicados originalmente entre 1993 e 2016 em várias revistas com as quais colabora e recupera dois pequenos textos de um livro seu anterior — “O Demónio da Depressão“. O autor é um verdadeiro cidadão do mundo, um homem muito culto, que verte essa cultura sem ponta de sobranceria nos textos acessíveis e humanistas que escreve. Com ele viajei verdadeiramente e aprendi muio mais sobre a China, o Brasil, o Camboja, a Turquia, os Estados Unidos da América (países que já visitei), a Mongólia, a Rússia, a Gronelândia, as Ilhas Salomão e a Líbia. Dá-nos, ainda, a oportunidade de mergulhar nalgumas das suas memórias mais íntimas e até assustadoras o que nos permite entender de onde brotam a sua sabedoria e o seu humanismo. Partilho as últimas duas frase do livro: “Temos de agir como cidadãos dos nossos países, mas abrir os braços ao grande todo. Assim que pensamos que não podemos ser cidadãos do mundo, perdemos o mundo de que poderíamos ser cidadãos.

Em diálogo estreito com “Memórias da Plantação” está a longa carta que Ta-Nehisi Coates escreveu ao filho adolescente e que publicou com o título “Entre Mim e o Mundo“. Aqui o autor explica o quanto o trauma da escravização parece ter-se inscrito no ADN dos afro-descendentes e passar de geração em geração. Funcionam assim os mecanismos perversos do trauma colectivo e transgeracional. Um retrato cru da sociedade estado-unidense que é descrita como decadente e condenada desde sempre, porque erguida sobre a exploração, o sofrimento, o sangue e a morte de milhões de seres humanos negros.

PARA TODAS AS IDADES

Embora já me encantasse volta e meia com livros para os mais novos (uma classificação limitada), devo admitir que a frequência da Pós-Graduação em Biblioterapia veio aguçar o meu gosto por este segmento literário, um género ao qual recorro também no meu trabalho biblioterapêutico com adultos. “Capitão Rosalie” foi-me vivamente recomendado no final de 2021 e foi um dos primeiros livros que comprei no arranque de 2022. Li-o e reli-o, uma das vezes em voz alta para os utentes da Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal. Conta uma história, ao mesmo tempo triste e muito ternurenta, de uma menina corajosa e determinada que adquire um poder extraordinário de forma precoce e descobre a verdade que perseguia.

Tu és Tu!” foi outro livro que li mais do que uma vez e que comprei para oferecer. É talhado para nos animar e para nos apaziguar em relação ao que somos e ao nosso potencial, sem deixar de incentivar ao aprimoramento se acharmos que há aspectos da nossa personalidade que podem ser mudados para melhor, mas sem dramas. “A Luva Vermelha” é sobre compaixão, partilha, solidariedade e altruísmo e fez-me rir muito! Entrou para o top por ser inspirador e dispor-me bem. “A Árvore em Mim“, para além de ser um objecto muito bonito graças às ilustrações diáfanas, tem uma linguagem poética que explora a analogia entre o ser humano, a sua viagem física e emocional e a vida das árvores. Ajuda a amadurecer, a educar para a sensibilidade ambiental e para um estado de harmonia com os outros e a natureza.

Maya Angelou” foi uma leitura feita por impulso aquando da minha visita à Biblioteca Nacional de Atenas, na Grécia. Por não saber ler grego, peguei neste título em inglês na sala dedicada aos leitores mais jovens —que é linda e e-nor-me! Gostei tanto desta breve leitura que no regresso a Portugal fui direitinha a uma livraria comprar “Sei Porque Canta o Pássaro na Gaiola“, a autobiografia de Maya Angelou que hei-de ler algures em 2023.

OUTROS DESTAQUES

Em 2022 voltei à Banda Desenhada e explorei pela primeira vez as Novelas Gráficas com “A Invenção de Hugo Cabret“, “Balada Para Sophie” e “Comer / Beber“. Ficou a vontade de ler tudo da dupla Filipe Melo e Juan Cavia. Dos três livros de poesia, deixo uma menção especial para o pirmeiro volume de “The Poetry Pharmacy” porque o autor é genial na junção do poema escolhido com o texto onde justifica para que circunstâncias o recomenda.

Foi muito bom voltar aos romances de Jane Austen e sei agora que dos quatro que já li o meu preferido é “Persuasão“. Por isso mesmo, fugi da adaptação disponível na Netflix. Foi também o ano de reler “Lilias Fraser“, de Hélia Correia, um romance que li pela primeira vez em Fevereiro de 2004 e ao qual voltei no seguimento da viagem que fiz à Escócia entre Abril e Maio de 2022. É um livro magistral e se não o leram ainda não sabem o que perdem. Regressei, igualmente, a “A Insustentável Leveza do Ser“, de Milan Kundera. Se na adolescência me prendeu pela história de amor, desta vez ficou o espanto pela actualidade da obra à luz da invasão da Ucrânia pela Rússia, a consequente violação de todas as liberdades cívicas e a profanação da democracia. Em 2021 reli “A Cabra do Sr. Seguin”, mas este ano reli todo o livro “Cartas do Meu Moinho” onde aquele conto de Alphonse Daudet também se encontra. A escrita deste autor francês da segunda metade do século XIX prima por uma elegância que já não é comum e só por isso vale a pena lê-lo.

John Steinbeck continua sem me desiludir e “Ratos e Homens“, um hino à amizade e à lealdade, merece um grande destaque por entre os sessenta e seis livros deste ano. O mesmo para Maria Filomena Mónica e o seu “Bilhete de Identidade“, um registo desempoeirado, lúcido, frontal, corajoso, apaixonado e livre. Leiam-no, porque ficam a percebê-la melhor e também a Portugal. Regressei, ainda, a Leïla Slimani, através da saga familiar que começa com “O País dos Outros“, um livro recheado de protagonistas femininas fortes, bem ao meu gosto, e de reflexões pertinentes sobre o colonialismo, o patriarcado, a discrimianção e os choques culturais. Retornei, também, a Irene Vallejo, mas desta feita a um registo bem diferente de “O Infinito Num Junco“, já que o “O Silvo do Arqueiro” é um romance. Adorei a forma engenhosa como glosou um dos episódios da “Eneida“, de Virgílio”, a estrutura do texto e o facto do próprio poeta e do deus Eros serem protagonistas da história que nos conta. Porque não li nada de Afonso Cruz em 2021, 2022 trouxe-me dois livros do autor. Foi de “Sinopse de Amor e Guerra” que mais gostei por me ter desafiado a ponderar algumas das minhas certezas acerca do amor, da liberdade, do ciúme, do bem e do mal. E tem um final que eu não poderia ter antecipado.

Com “O Rei do Monte Brasil” descobri a portuguesa Ana Cristina Silva, a autora convidada para o Retiro de Leitura Bertrand que dinamizei em Minde no mês de Abril. Ana Cristina Silva tem uma vasta obra publicada. Recomendo muito que a explorem. Outra autora portuguesa e outra excelente descoberta: Cláudia Andrade e os contos coligidos em “Quartos de Final“, que são mordazes, irónicos, sarcásticos, maduros e muito, mas muito bem escritos. Rejubilei com o final do conto que abre o livro (mas, por favor, se me encontrarem na rua não há razões para terem medo de mim) e li várias vezes o conto “Requerimento” que achei terapêuticamente filosófico. Outra boa primeira vez foi com Deborah Levy e o seu “Custo de Vida“. Se gostam do registo de Annie Ernaux ou de Maria Filomena Mónica, esta autora tem tudo para vos agradar dentro do seu estilo muito próprio. “Livrarias“, de Jorge Carrión tinha à partida todos os ingredientes para uma leitura feliz — viagens, livrarias, livreiros e livro. Não me desiludiu em qualquer aspecto e ccontribuiu para o acréscimo da minha cultura literária. Por sua causa a minha lista de livros a ler um dia fiou ainda mais descontrolada e registei uma mão cheia de viagens a concretizar no futuro. Alguns dos lugares até já os visitei, mas não sob o viés das livrarias e de tudo o que lá aconteceu de literariamente significativo.

Hão de ver nas imagens que se seguem a capa de “Os Miseráveis” de Victor Hugo e estranhar, imagino, a falta de referências no meu texto a este colosso. Pois bem, terminei o ano com a frustração de ter lido apenas o primeiro volume. Gostei muito do que li até então, comprei o segundo tomo, mas depois fui preguiçosa… É o lado mais amargo deste grande ano de leituras e de reflexões, mas 2023 promete redenção.

Por último, menciono brevemente as leituras que não agradaram tanto: “Os Ciganos“, que à luz das aprendizagens feitas com “Memórias da Plantação” me parece não fazer juz à vida e à obra de Sophia de Mello Breyner Andresen. Talvez tivesse sido melhor o esboço ter ficado na gaveta? “Frankenstein” ficou algo aquém das minhas expectativas .”A Arte de dormir sozinha” é fraquinho e até o achei incoerente.

E vocês, o que leram em 2023? Do que gostaram mais? Que recomendações me fazem? Por favor, não deixem de partilhar os vosso pensamentos nos comentários.

Obrigada a todos por me acompanharem. Desejo-vos um excelente ano! Que nunca vos falte saúde, alegria, paz interior e bons livros.

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2 thoughts on “Outro ano fora do comum

  1. Para ser sincera, Sandra, este não foi um ano memorável em leituras. Li menos do que o habitual e muitas escolhas acabaram por falhar as expetativas. No entanto, vou destacar três livros que adorei, de não-ficção – “Esta Distante Proximidade” e “Orwell’s Roses, ambos de Rebecca Solnit, e “O Perfume das Flores à Noite”, de Leila Slimani.

    Em 2023, quero ver se tenho mais sorte 😊

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    1. Olá, Margaret! Obrigada pelas sugestões. Trago a Rebecca Solnit debaixo de olho há algum tempo porque já foi mencionada diversas vezes no Clube de Leitura que dinamizo. Quanto à Leïla Slimani, ainda ontem terminei “Vejam Como Dançamos”, o segundo volume da saga “O País dos Outros”. Já tive “O Perfume das Flores à Noite” nas mãos, já li algumas folhas, mas ainda não o li na íntegra. Foi para a lista! 🙂 Vejo que continuas a desbravar a não ficção. Que bom! Beijinhos e boas leituras em 2023!

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