Assumidamente extemporânea

O ano foi marcado por mais umas voltas ao país para a promoção da biblioterapia e a dinamização de muitas dezenas de actividades biblioterapêuticas com públicos de todas as idades; pela presença nos media, que não esmoreceu e conseguiu, até, ser superior à de 2024 no seguimento do lançamento do meu livro Ler para viver – Como a biblioterapia pode melhorar as nossas vidas; pela renovação das sessões de Biblioterapia Criativa no Hospital Magalhães Lemos para o período 2025/2026, que era um dos meus grandes objectivos profissionais; pela ida ao 2.º Congresso Europeu de Biblio/Poesia Terapia, desta vez na Universidade de Jyväskylä, na Finlândia; e pelo ingresso, em Setembro, no Programa Doutoral em Estudos Literários da Universidade de Aveiro, cujas exigências no 1.º semestre explicam o meu atraso na publicação deste habitual balanço.

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O que aconteceu em Março e Abril

Este ano, a Semana da Leitura, uma iniciativa do Plano Nacional de Leitura, dividiu-se entre o último dia de Março e os primeiros dias de Abril. Na prática, acabou por contaminar, na melhor acepção do termo, estes dois meses, tendo muitos municípios, bibliotecas municipais e escolares e outras entidades aproveitado tanto Março, como Abril para celebrar localmente os livros e os leitores, também à boleia do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor (assinalado a 23 de Abril). E eu fui convidada a participar em muitas dessas celebrações, o que me fez muito feliz.

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BIBLIOTERAPIA | Diz-me o que ouves*

Defendo que não existe biblioterapia sem diálogo — entre o leitor e a história que lê, ouve narrada ou vê dramatizada; do leitor consigo mesmo, num exercício de introspecção suscitado pela história; e entre o biblioterapeuta e todos os participantes no processo biblioterapêutico, para reflectir em conjunto sobre a história com a qual interagiram.

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O que aconteceu em Janeiro

Não gosto do Inverno e sei que o mês de Janeiro apanha por tabela. Suporto Dezembro por causa do Natal e da passagem de ano, embora a minha tolerância aos exageros do espírito festivo — demasiadas solicitações, demasiadas compras (muitas desnecessárias), demasiado ruído real e metafórico, uma certa obrigação de estar-se alegre — tenha vindo a diminuir. Mas adoro a noite da consoada e o dia de Natal com a família. Por isso, vivo o último mês do ano com o foco nesses momentos. A passagem de ano é sempre uma ocasião para balanços, introspecções e algumas promessas realistas feitas a mim mesma, um ritual esperançoso a que me tenho afeiçoado. Depois, chega Janeiro, árido, sombrio, frio e chato, associado, na minha psique, ao esforço do recomeço — vamos lá, empurrar esta pedra, de novo, um mês de cada vez, até ao topo da montanha!

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